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O PAPEL DA MULHER NAS CULTURAS ANTIGAS

A mulher teve um papel importante na sociedade primitiva. Ela era a mãe, um ser mágico para o homem. Era tida como sagrada por ter o "dom" de dar origem a novas vidas.

Essas mulheres:

- buscavam uma função dentro da aldeia enquanto os homens saíam para caçar e pescar;

- sabiam quando poderiam ou não ter filhos;

- sabiam salgar carnes e conservar alimentos para suportar o inverno.

Havia aquelas que se destacavam, eram mais velhas, mais sábias. A elas cabia a transmissão dos conhecimentos ancestrais, praticamente dentro da família, que eram passadas apenas para aqueles que tinham algum tipo de interesse ou habilidades mágicas inatos, numa tradição oral.

Elas conheciam rezas, receitas de chás, ervas e poções, amuletos de proteção que traziam conforto a quem precisasse. Eram capazes de reconhecer as mudanças do tempo observando as nuvens, as estrelas, a linguagem dos ventos... Reuniam-se para trocar experiências e assim ajudar-se umas as outras. Reuniam-se para saudar, honrar e agradecer à Terra, à Lua, aos Elementos promovendo rituais que aumentavam a conexão com os ciclos naturais e a fusão dos quatro elementos em suas vidas.

Era comum festejarem uma boa colheita e caça fartas. Era quando dançavam, riam... A alegria trazia boas energias. Tudo era feito com infinito amor e infinita confiança.

A essas mulheres denominaram "Bruxas".

Embora dêem conotação pejorativa ao termo, Bruxa significa, na verdade, "mulher sábia", "aquela que sabe algo mais que as outras".

O arquétipo da bruxa velha, feia, assustadora, que mexe num caldeirão é a distorção do mito da anciã, aquela que detém o conhecimento, sabe resolver uma situação porque tem experiência.

A Bruxa é, portanto, aquela que utiliza a "Magia da Natureza", onde tudo é divino.

A Bruxaria ou "Antiga Religião" desenvolveu-se em diversas culturas e diversas épocas ao redor do mundo. Não existe uma Bruxaria, mas várias. Em cada lugar do mundo foi praticada de maneira diferente, adaptada a seu meio, a sua região, a sua natureza e assim o é até hoje.

Maria Ana Labate


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