Márcio
Salerno
Giancarlo K.
Schmid
Henrique G.
Wiederspahn
Magali P.
Gracio
Edna
Vezzoni
Maria Ana
Labate
Miriam C.
de Almeida




IRLANDA, ESCÓCIA E A CONEXÃO EGÍPCIA

Num artigo anterior, descrevemos alguns aspectos mitológicos do nascimento da Irlanda. Entretanto, existem outros aspectos curiosos de pouco conhecimento público, a saber, sua conexão com o antigo Egito. Um dos pesquisadores que chamou a atenção para esta conexão foi Sigmund Freud e sua pesquisa etimológica é sempre tomada como referência.

De todo modo, sabe-se que a Escócia foi fundada e colonizada pelos irlandeses, na época denominados simplesmente Gaels em razão de seu idioma. Estas ligações permitem estabelecer outras linhas de estudo e pesquisa que incluem a viagem de José de Arimatéia à Irlanda ou Escócia, bem como, a descendência de Jesus, dando origem aos reis merovíngeos.

Na mitologia irlandesa e escocesa encontramos duas princesas egípcias denominadas Scota, a quem os escoceses gaélicos atribuem a sua descendência.

Segundo as crônicas que retratam o surgimento da Irlanda, uma das princesas egípcias assim denominada é filha do faraó Necho II, que desposou Nel e que viajou para a Cítia depois da queda da Torre de Babel. Seu filho criou o gaélico a partir da combinação de palavras oriundas de 72 outros idiomas. Diz-se que seus descendentes, após serem expulsos do Egito por ocasião do Êxodo e de vagarem por 440 anos, instalaram-se na Ibéria e desta geração nasceram os milésios.

Porém, segundo o historiador Laurence Gardner, há duas princesas às quais este nome pode ser atribuído e que possibilitam uma ligação da antiga Cítia com o Egito.

O primeiro casamento ocorreu por volta de 1360 aC, quando Niul, príncipe da Cítia, casou-se com a filha do faraó Smenkhkare. Desta maneira, esta filha se tornou princesa da Cítia e recebeu o nome de Scota, que significa dirigente do povo. Esta indicação surge na Lista dos Reis Egípcios, de Manetho.

Há várias implicações aqui contidas, pois estamos falando de um tempo que também corresponde à época de Moisés-Akhenaton e de uma importante linha mística que se desenvolveu naquela região e que se encontra associada ao culto da Luz.

Ainda segundo o mesmo autor, uma segunda princesa Scota com uma ligação egípcia foi a filha do faraó Nekau, que governou entre 610 e 695 aC. Casou-se com príncipe Galahm, da Cítia e seu filho é considerado um antepassado dos célebres reis escoceses da Irlanda e que posteriormente fundariam a Escócia.

A ancestralidade egípcia é interessante de ser observada especialmente se considerarmos que, mitologicamente, a estória da Irlanda costuma ser contada a partir dos Tuatha De Dannan. A partir deste povo, vindo do norte, parecem existir sempre combates onde um povo subjuga o anterior. A verdade, entretanto, não corresponde a estes fatos, mas cabe porém dentro da perspectiva das migrações sucessivas.

Os milésios, que migraram na Ibéria primeiramente para a Bretanha e posteriormente para a Irlanda, correspondem de fato a uma mistura do sangue cita e egípcio com os dos celtas que, já há algum tempo, viviam nesta região.

E, os historiadores modernos tendem a retratar as sucessivas invasões como de povos do continente (particularmente belgas e gauleses) em busca de outras terras para colonizar e não exatamente para conquistar.

Quando os romanos invadiram a Bretanha, depararam-se ainda com os pictos, nas terras altas da Escócia, um povo autóctone e independente.

A conexão da Irlanda e da Escócia com o Egito vem despertado o interesse de vários estudiosos, uma vez que têm encontrado traços que ligam as duas culturas, como é o caso dos obeliscos egípcios com algumas torres encontradas em solo irlandês. Mas este é um tema para outro artigo.

São Paulo, 30/01/2008

Henrique Guilherme Wiederspahn, ESQUILO FALANTE


 volta

® 2010 Arte Antiga - Todos os direitos reservados
Desenvolvido por InWeb Internet