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Beltane é o festival em que comemoramos o retorno da Luz e da Vida. No hemisfério Norte, assinala o início da Primavera e, em toda a Terra, é a ocasião indicada para que os solteiros encontrem o seu par perfeito, a tal da alma-gêmea.
Beltane é uma festa celta que serve para comemorar o fim do inverno e a chegada do verão. Como festividade, associa-se também com Lammas, Samhain e Imbolc. É um anglicanismo do termo irlandês “Bealtaine” ou do equivalente escocês “Bealtuinn”, onde “tene” significa fogo. Não se pode afirmar se bel se refere a Belenus, o deus pastoril dos gauleses ou se corresponde simplesmente ao vocábulo “bel”, que significa brilhante. De todo modo, etimologicamente, “bil tene” parece sugerir a idéia de fogo brilhante ou feliz, por conta do costume de pular as fogueiras de Beltane para trazer boa sorte, saúde e prosperidade. Mas quando os druidas e seus sucessores acendiam as fogueiras nos topos das colinas e das montanhas em 1º de Maio, realizavam um verdadeiro ato de magia, pois esse fogo era acesso para trazer novamente a luz do Sol para a Terra. Na Escócia, todas as fogueiras domésticas eram extintas e grandes fogos eram acesos a partir de uma tocha composta com o lenho de nove árvores sagradas, que servia para acender uma fogueira consagrada. Quando esta ardia em chamas, proclamava-se o triunfo da luz sobre as trevas. Não custa lembrar que o dia, para os celtas, se iniciava ao pôr do Sol do dia anterior. Só então, todas as aldeias se acendiam e se tornavam vivas. Tições era rodopiados acima das cabeças numa imitação do movimento circular do Sol. Se algum homem estivesse planejando uma longa viagem ou uma travessia perigosa, ele deveria saltar três vezes sobre a fogueira, para frente e para trás, para obter sorte. Quando as chamas baixavam, era a vez das moças pularem a fogueira, em busca de bons maridos. E quando o fogo estava para morrer, as brasas eram então levadas para casa para mantê-las protegidas, como se estivessem renovando o fogo que aquecia os seus corações. Por ocasião do crepúsculo matutino, aqueles que haviam ficado para admirar o seu nascimento deveriam ainda circular o horizonte três vezes em saudação e para dele obter sua proteção e glória. Portanto, Beltane é um tempo de fertilidade e para os solteiros buscarem o seu par. Os mais antigos passavam boa parte da noite se amando nos campos. Pela manhã, retornavam as suas aldeias portando ramos de flores de maio e outras flores próprias da primavera, com os quais se enfeitavam, às suas famílias e casas. Ao retornarem às suas vilas, deveriam parar em cada casa e deixar algumas flores, compartilhando com os seus moradores a melhor bebida e alimento que tivessem para oferecer. Em cada vilarejo, erguia-se na ocasião o Mastro de Maio, geralmente feito da bétula. Ao seu redor, realizavam-se danças conduzidas pela virgem eleita Rainha da Primavera e seu consorte, associado ao Green Man, o espírito da floresta. Ambos personificavam o casamento sagrado do Sol com a Terra. Como Samhain, Beltane é um tempo em que os véus entre os mundos parecem se tornarem mais tênues, favorecendo à magia. Mas enquanto que em Samhain entramos em contato com os ancestrais, em Beltane, a diversão é entrar em contato com elementais, especialmente as fadas. A noite de Beltane é aquela que as fadas partem em busca de pessoas que desejam ser enfeitiçadas e levadas para os seus reinos. Se ouvir o sino de sua rainha, procure não olhar diretamente para ela para não sucumbir aos seus encantos, pois do contrário, você nunca mais retornará ao seu próprio mundo. Para celebrar Beltane:
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