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Odin é o maior de todos os deuses do panteão nórdico, considerado o criador do mundo dos homens e demônios, bem como de todos os espíritos. É o pai dos Exércitos, dos Mortos, da Magia, Padroeiro dos Magos, Andarilhos e Ladrões, Senhor e Guardião das Runas. Sua morada era Valhalla e seu palácio era o mais esplendoroso de todos aqueles existentes em Asgard. Sentado em seu trono, avistava todos os seus domínios e sua criação, revestido de sua onisciência, onipresença e onipotência. É famoso por seu alto discernimento e conhecimento. A lenda a seu respeito fala de duelos e argumentações verbais, onde apostava sua vida e sempre ganhou. Sua origem é obscura, pois como Wotan ou Wodan, surge nos mitos e lendas germânicas. Inicialmente, era apenas associado à morte e depois é que foi relacionado com o conhecimento e a magia. Essa alteração ocorre em virtude das mudanças na sociedade nórdica da época, quando passou a se fixar em certas regiões, em detrimento das guerras de conquista e ocupação. Era sempre invocado fitando-se na direção Norte. Contava com a ajuda de dois corvos: Hugin e Munin, respectivamente espírito ou razão e memória ou entendimento, sempre posicionados em seus ombros e que, durante o dia, percorriam o mundo voltando para lhe contar as novidades. Havia ainda dois lobos: Geri e Freki, que se alimentavam de toda a carne que lhe era ofertada, inclusive a carne humana. Ambos montavam guarda a seus pés. Seu cavalo chamava-se Sleipnir que, com oito patas, permitia que o deus se locomovesse rápida e agilmente através dos céus. Gungnir era uma lança que havia recebido dos anões mágicos, com a propriedade de só se deter depois que o lavo fosse atingido. Por fim, Odin possuía um anel chamado Draupnir, que aumentava constantemente as riquezas a quem quer que o utilizasse. Porém, Odin não vivia exclusivamente em Valhalla. Em sua companhia viviam também os mais corajosos guerreiros mortos em combate, recolhidos no último instante pelas Valkirias, quer eram virgens aladas subordinadas a esse deus. Alguns historiadores sugerem que eram suas irmãs e em número de nove. O ponto principal, no entanto, é o fato de que a imagem deste deus está profundamente associada à origem das runas, tanto de uma visão lendária como a partir de uma possível vertente histórica. Diz a lenda que o todo poderoso Odin, não satisfeito em ser apenas o chefe de todos os deuses, desejou também ser um profundo conhecedor dos mistérios e da magia. Para isso, ofereceu-se num ritual de sacrifício e abnegação à sua própria figura divina. Pendurou-se de cabeça para baixo em sua própria lança na árvore de Ygdrasil, por nove dias e nove noites, sangrando com fome e sede. Ao final deste período, Odin viu dispostos no chão os caracteres rúnicos. Desceu então da Árvore do Conhecimento para recolhê-los. Não satisfeito, pediu ainda permissão para beber da água da Fonte de Mimir, igualmente associada ao conhecimento. Em agradecimento, pagou suas bênçãos por tão valiosa aquisição com um de seus próprios olhos. Pelo ritual de Ygdrasil, Odin transcendeu a morte, o que lhe permitiu caminhar livremente pelos reinos da vida e da morte. Os poderes mágicos assim adquiridos possibilitaram que se tornasse um curador e algumas representações mostram Odin curando feridas de animais. Diz-se que Odin foi o primeiro xamã.
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