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O Tarot enquanto prática, deve ser sentido, intuído, assimilado pela Alma, longe da prática cartesiana e do racionalismo enfadonho. As imagens revelerão o que for preciso, informações brotarão de nossos inconscientes, independente de tudo que tenhamos aprendido. Enquanto teoria, deve e pode ser analisado historicamente, levando em consideração que é um documento e legado de alguma cultura (?) ou grupo (?), passando pelo crivo da lógica e do bom senso, independente de tratar-se um "instrumento divinatório". O baralho é real, suas lâminas tem uma origem própria e conteúdo, validando o toque anímico humano. Via de regra, por não possuírmos informações concretas sobre o Tarot, qualquer afirmação feita em cima de sua origem e criação será vista como uma tendenciosa influência da ótica de seu pesquisador para "eternizar-se através do baralho". Assim como a Astrologia, as Runas, a Quiromancia, a Kabbalah, que tem suas origem descritas, o Tarot tem sua história, embora a maior parte oculta e fragmentada. Seu estudado pode ser discutido pela via da psicologia, da filosofia, do esoterismo, da antropologia, etc pois estamos teorizando. Daí a necessidade dessas discussões. Aprender o Tarot não é fácil, principalmente se tentarmos "decorar" o que as lâminas significam. O Tarot é uma prática de pré-visualização, como se você tentasse contar uma estorinha, combinando as figuras entre si. Temos portanto duas situações: o tarot teórico e o tarot prático. Existe então, uma separação crucial de uma situação e outra: a primeira, vivemos a especular. A segunda apenas vivemos. Posso discutir Tarot sob a ótica junguiana, ou ocultista e mesmo filosófica, mas o Tarot não deixará de ser Tarot por causa disso. Debatemos e discutimos, inúmeros pesquisadores ao longo dos séculos vem fazendo isso, eles passam e o Tarot fica. Por isso, o estudo desse instrumento de auto-conhecimento é delicado, onde a palavra-chave é OBSERVE. Mesmo com toda bagagem que hoje o Tarot carrega atrás de si (ocultista e psicológica), ele é uma via pura (subentede-se 'livre'), longe de todas associações feitas ao longo dos tempos. Mas, tudo faz parte de um contexto, que, embora muitas vezes confunda, serve de referencial. Quando nos desesperamos ao estudar o Tarot, estamos presos ao medo de errar. Tememos errar porque todo conhecimento que nos foi legado, consideramos absoluto. Daí, achamos que o conhecimento real está fora, e não dentro. Livros de Tarot são tratados e não conclusões assertivas em cima do tema. Nos abrem portas, com certeza, mas sempre devemos lembrar que Tarot é uma experiência estritamente pessoal. Os símbolos e imagens arquetípicas tem vida própria, basta que estejamos sintonizados, abertos ao que elas desejam transparecer. O conhecimento do Tarot é um dos que mais traz divergências, por percorrer várias estradas. tenho a impressão que se discute mais ferozmente o Tarot do que a Astrologia, Kabbalah e outras linhas esotérico-filosóficas. Isso porque apenas temos pistas...apenas pistas ! Daí, a imaginação humana vagueia nas mais intrigantes histórias que fazem do Tarot esse, "quebra-cabeça de símbolos". O importante é sua vivência. Aprender o Tarot é relativamente fácil, apreender é outra história. Olhemos para todo conhecimento existente como uma trilha, cuja forma de transcorrê-la, depende de cada um de nós. Como os sonhos, que não podem ser catalogados, o Tarot é uma dinâmica força de atuação em nossas Almas, capacitando-nos a ler as informações do Ser, nas entrelinhas do Universo. Viva intensamente sua interpretação do Tarot... não temas, viva!
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