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Nos primórdios dos tempos, éramos nós, as mulheres, quem detínhamos o Poder.
Vivíamos então a era Matriarcal. O Homem em seu aspecto masculino era Respeitado, porém, submetido a nós, mulheres, "Livres e Indomadas". Respeitadas. E porque não dizer; Temidas! Com o passar das eras, o Homem descobriu que sem ele, nós, as mulheres, não procriávamos... Ele se rebelou e os valores começaram a se inverter. Descobrindo a sua Força Bruta ele, o homem, percebeu que podia "dominar" o Sexo Frágil, nós. Nós as mulheres. E assim o fez. Deu-se então na Antiga Grécia, o inicio da Era Patriarcal, onde tudo quanto era Circular passou a ser Linear. Houve então a negação do "intuitivo", do "perceptivo" em detrimento da Razão. Fria e Lógica. Como dois mais dois são quatro. E, com o advento do cristianismo, a mulher, passou a ser vista pela mente doentia de alguns homens, como um ser "inferior" na escala da evolução. Como um ser "tentador" que levava o homem, ou seja, o macho, a cometer os pecados da carne. Eles, esses machos doentes, negaram até mesmo que nós mulheres, pudéssemos ter uma "Alma"... Passamos a ser completamente, subjugadas, oprimidas, castradas, violentadas... Era após era, estamos "lutando" para que nossa voz seja ouvida. Já abrimos muitas portas e janelas. Escalamos grandes alturas. Muito ainda resta por conquistarmos no resgate de nosso Feminino. No entanto é preciso que tomemos cuidado para que não "incorramos" no mesmo erro de nossos Homens (machos), perdendo de vista o propósito da nossa evolução feminina. Libertar-se. Reconquistar o que é nosso de direito. Sem, contudo reprimirmos os direitos dos Homens. Nós mulheres, devemos, a cada novo dia fazer uso de nossa herança ancestral, a Sensibilidade e com ela compreendermos que sem o homem não existe a mulher e sem a mulher não existe o homem. Ao homem devemos devolver o que lhe pertence: - A Força da Criação. A nós, mulheres, o homem deve devolver o que nos pertence: - O Poder da Criação.
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